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sábado, 5 de fevereiro de 2011

E pelo o dia desejo ter todo o valor de um sonho bom. Sempre ir, sempre poder voltar com todos os cheiros com todos os toques e com a vontade insana de viver. Ter o pé, no fim do dia. E no íntimo do íntimo porque és assim que é: no íntimo do íntimo de dentro de mim que unicamente me procuro, tento viver bem à beira do mar aberto. E me apunhalo sempre fugitiva dessas histórias que outra vez me machuca, me machuca sempre assim calada, assim às vezes completa. Me utilizo honestamente assim pelo o dia rajado e sei que nada devo, pouco posso, mas, muito luto, muito quero. Sei. Sei que muito posso conseguir (…) Conseguir ter todos os valores de um sonho bom com todos os cheiros e toques com uma insanidade pura de ir, de viver. De sonhar. Em uma casa que eu estou, entre portas fechadas e janelas nas mesmas e rabiscadas, me vejo tão nítido com a solidão e com o preto. Eu prometo como tento inventar os meus dias aqui, tento inventar o meu caminho fazendo com que nenhuma luta e nenhuma tapa da vida me faça embrutecer. Prometo até que tento atravessar a noite sobre uma desintegração enorme, fazendo com que nenhum ponto seja capaz de me esmagar. Tenho uma cabeça grande, cheia de pensamentos e fartura, eu sei. Eu posso achar que aqui, onde eu estou; na minha casa, no meu quarto, ou em qualquer canto possa ser um pesadelo, mais eu vou vivendo, vou viver. Batalho pra ficar na boa, no lago, na minha cama. Prometo que tenho uma alegria esperta e única. Poucos entendem ela. Mas, ah menina, ah menino, não banco o desorientado e distante de tudo: os meus olhos se alargam tanto quanto o meu coração, tanto quanto a minha vida e minha única esperança de permanecer vivo acreditando somente em mim. E se um dia eu pensar, como hoje, não sei, que tudo está vazio, solidão e no preto, eu lembro: Eu tenho o meu encontro, a minha força. E então assim, as coisas vão dá mais certo.  

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